quinta-feira, 20 de março de 2008

Noite de debate, pipoca e chocolate!

Ontem fui a uma video-discução ou cine-debate ou qualquer outro nome que sugira assistir um filme e discutir sobre ele depois, no CPHB (centro de psicologia humanista de Brasília). Digo que foi muuuuuuuuito bom esquecer um pouco as apostilas de concurso e me concentrar só na psicologia.
Assistimos "Quando Nietzsche Chorou". Eu tentei ler o livro, mas não consegui terminar. Achei cansativo. Achei Breuer (Bróier) um bobão tarado no livro. No filme, ele é mais bobão.
Não é um filme que recomende pra todos como um bom programa de distração... mas pra psicologia tem coisas boas pra discutir. Não exatamente a história do filme, mas como alguns assuntos foram tratados, e como outros foram pouco explorados pra manter o romantismo, a moral e o "final feliz". Afinal, o autor não estava interessado na gente, mas no público geral.

O filme é ficção... Joseph Breuer é pouco conhecido... e Nietzsche é Nietzsche.

"Tu dizes eu e orgulhas-te desta palavra. Mas há qualquer coisa de maior, em que te recusas a aceditar, é o teu corpo e a sua grande razão; ele não diz Eu, mas procede como Eu. Aquilo que a inteligência pressente, aquilo que o espírito reconhece nunca em si tem o seu fim. Mas a inteligência e o espírito quereriam convencer-te que são o fim de todas as coisas; tal é a sua soberba. Inteligência e espírito não passam de instrumentos e de brinquedos; o Em si está situado para além deles. O Em si informa-se também pelos olhos dos sentidos, ouve também pelos ouvidos do espírito. O Em si está sempre à escuta, alerta; compara, submete; conquista, destrói. Reina, e é também soberano do Eu. Por detrás dos teus pensamentos e dos teus sentimentos, meu irmão, há um senhor poderoso, um sábio desconhecido: chama-se o Em si. Habita no teu corpo, é o teu corpo. Há mais razão no teu corpo do que na própria essência da tua sabedoria. E quem sabe por que é que o teu corpo necessita da essência da tua sabedoria?" Friedrich Nietzsche, 'Assim Falava Zaratustra'

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