terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Dias de fúria!

Beeeeemmmm que eu vi que tinha alguma coisa estranha.
O mundo não podia estar contra mim... o tempo todo.
Eu, que sempre fui mais pra garota propaganda do Ford Fiesta - Tudo bem! - me tornei uma bomba descontrolada! Ataques de fúria e/ou choro, pelo menos uma vez na semana, por motivos... sem motivos! Aliás, sem motivos exteriores, mas por causa dos hormônios!
Um comprimidinho tão pequenininho pode fazer tanta coisa quando não combina com seu corpo!
E eu ainda não achei um que combine! Tô tentando o 4º agora. Vamos ver os efeitos!
A noção do descontrole me fez querer ser uma pessoa mais zen. Na mesma medida do ambientalismo, nunca fui zen. Sempre fui calma e paciente, mas nunca zen. Aí, quis aprender sobre meditação... e vi que faz muito bem meditar... e tentei. E depois de 5 minutos me achei meio besta e parei. E depois, me senti besta por me sentir meio besta e não ter tentado por mais tempo.
Ainda não tentei... mas como minha melhor parte esses dias tem sido a motivação - que brotou finalmente, e me levou a comprar uma agenda (já que meu palm morreu), e tem feito com que eu levante às 7 da manhã e tenha meu dia resolvido até 12h, para então usar a tarde para o que realmente preciso - e como não existe o acaso, e textos como esse têm surgido na minha frente, vou tentar-tentar de novo.
"O estudo mostrou que as áreas relativas à memória, como as de atenção e tomada de decisões, são mais espessas anatomicamente nos que praticam a meditação"... Eu adoraria que essas minhas áreas fossem mais espessas anatomicamente!

Créééééuuuu!

Até que o CRÉU serviu pra alguma coisa...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Informação. E informação.

Ontem assistimos a dois documentários... "A marcha dos pingüins" e "Uma verdade inconveniente". Bem bons!

O dos pingüins é lindo e triste ao mesmo tempo. Conta das marchas que os pingüins realizam pra se reproduzir e cuidar do filhote depois. Tem narração do Antônio Fagundes, Patrícia Pilar e uma criança não reconhecida por mim. É lindo por tudo que eles fazem, e é triste pelas adversidades que eles enfrentam.

É triste, na verdade, pra pessoas que nem eu, que não conseguem encarar cadeias alimentares ou seleções naturais!

"Uma verdade inconveniente" é sobre o aquecimento global... E como a gente sempre soube que isso ia acontecer e nunca fez nada! Ele mostra que aquilo que a gente finge que não vai acontecer, já está acontecendo há tempos. Dois tornados no sul, seca na Amazônia, estações totalmente indefinidas, chuvas exageradas, calor exagerado.

Mas o mais importante é ele (Al Gore) colocar bem claro que daqui a 50 anos, estaremos aí (vivos realmente, ou com filhos e netos) vivendo uma situação irreversível e insuportável. 50 anos é pouco!

Nunca fui ambientalista... Não jogo, nem gosto de quem joga lixo no chão - mas não faço coleta seletiva; Só uso álcool no carro - mas dirijo pra tudo que é lugar; As lâmpadas de casa são todas econômicas - mas vejo TV e uso o computador ao mesmo tempo, debaixo de um ventilador de teto ligado! Enfim, nunca fui ambientalista... Mas vendo um documentário como esse você pensa até em começar a lavar o potinho do iogurte antes de jogar no lixo seco.

"Ah é! Vai gastar 1L d'água pra lavar um pote de iogurte!"... É verdade... E agora?!

Vendo um documentário como esse, você vê que precisa se informar sobre a melhor forma de agir pra diminuir sua contribuição ao aquecimento global. E agir de fato.

E olha esse pôster!!!! Quê coisa!!!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Filme eterno!

Aiai...
Depois de 50 mil anos, "A história sem fim" ressurgiu na minha vida. Sempre adorei esse filme! Nem sei quantas vezes eu vi quando era criança... Sei que foram várias porque ainda lembrava dos diálogos quando o vi por agora. Vi primeiro em casa, sozinha... e de cara foi estranho. Antes o filme era maior, mais emocionante... Artax demorava horas pra afundar no pântano da tristeza e o lobo dava medo.
Agora o filme durou só 94 minutos, Artax morreu em 1, e o lobo é mal feito!
Da segunda vez, sábado, vi com a "Bailairina"! Fez toda a diferença. A "Bailairina" me fez perceber o que faltava no filme... infância! "Bailairina" é mestre, do alto de seus 5 anos! "Bailairina" não faz mais balé, ela agora nada.... mas ainda é balairina, nem que seja da Madonna do DVD da mãe dela!
Dessa vez sim, o filme foi emocionante de novo. O "do Nada" quase nos pegou. Foi um sofrimento a morte do Artax! E o lobo foi assustador!
Aí, eu fui ver que a estória do filme é mesmo muito boa! Acho que só adulto entende o que é o Nada que quer apagar Fantasia!
Só dessa vez eu fui entender porque o Atreyu, que era pra ser um guerreiro adulto, no filme era uma criança. Ele era o reflexo do menino que tá lendo o livro.
E acho que não tinha filme melhor pra eu assistir no sábado!
Quando digo... tem que ter alguma coisa que fala com a gente! Tem que ter!
Meu Nada ainda tá aqui... E eu tô tentando dar outra identidade pra Imperatriz já-não-menina!
Acho que vou ver de novo, pra tentar pegar outras lições...
O pântano da tristeza, em que só afunda quem se deixa abater é uma ótima!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Fake it 'til you make it...


Você passa anos construindo um muro. Um muro, com janelas bem pequenas que mostram um pouquinho do que tem dentro, mas que ainda esconde seus segredos. Eu achava que sabia esconder meus segredos. Eu achava que ninguém perceberia. Ninguém percebia. Ninguém nunca percebeu. Eu achava que sabia contar minha estória de um jeito tão bem contado que seria impossível duvidar dela. Até eu acreditava! Eu achava que era mesmo aquela pessoa.
Mas ele viu tudo. E me contou o que sabia. E eu, só pude reconhecer a verdade.

Doeu ver meu muro caindo.
Desde quando ele sabe?
Será que só ele viu?
Será que os outros também sabem?
E agora que eu sei que ele sabe?
E agora que eu sei?
Eu sempre soube, eu acho... mas não via.
Eu controlava minhas janelinhas com tanto cuidado...
Meu muro era tão forte e alto...
Minha personagem tá fragiliazada. Abalada. E não vou conseguir fazer com que seja a mesma. É impossível ela voltar a ser a mesma... sua estória já não cola mais. Pelo menos não com ele.
Agora, meu segredo já não existe... dentro do meu muro não tem mais nada. Absolutamente nada!

Não sei se ele percebeu o que fez, me contando.
Não sei se ele vai saber encarar o nada que ficou.
De certa forma eu estou aliviada... de outra, eu tenho medo. Medo do que vai ocupar esse nada.


"You can fool some people sometimes, but you can't fool all the peolpe all the time".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Vó, vô... eu entendi!

Entendo pessoas que se prendem tanto a médicos e doenças e tratamentos. Normalmente pessoas mais velhas, aposentadas, que não têm mais grandes obrigações rotineiras. Doenças são concretas; são preocupação... ocupação, enfim, ainda que "pré". São assunto; são a resposta pra pergunta: "como está?". Médicos... consultas médicas, são compromissos. É um evento em que sua presença é fundamental. É um horário marcado exclusivamente para você. É atenção focada em você por uma hora! Médicos são pessoas que elogiam: "A senhora está ótima Dona Fulana!". Pessoas que se preocupam; que se interessam. E tratamentos são metas; envolvem rotina, organização e, às vezes, o cuidado de terceiros.
Entendo.

Mas enfim...
Já não estou tão deformada. Minha cicatrização está ótima. Minha higiene também. Pontos se vão no dia 20 (e são a pior coisa).
Meu cuidador está bem feliz com minha recuperação acelerada... agora ele volta a ser o "cuidado" (mea culpa, mea maxima culpa).
Depois de uma pizza ontem... pra descontar os dias de comida pastosa... volto ao pão com ricota!
E nutricionista segunda, pra rever a dieta.
Estou com outra "preocupação", envolvendo outra especialidade médica, mas não vou comentar... ainda não estou na fase de tornar tudo um assunto.
Contradição da frase anterior -> Meu guarda-roupa que antes mofava, agora deu bicho. Um bicho bem pequeno que não sei se é cupim. E que não sei se veio do guarda-roupa, ou pra ele, ou dos cabides de madeira que compramos... porque cabides de madeira são os ideais para manter as roupas em bom estado.
Continuando a saga dos concursos... domingo vai ser um dia longo e cansativo!
Ainda bem que ele tem ótimas chances de acabar num bar.
Liberdade: "Te contei que meu pai foi ao médico?" Mafalda: "Ao médico?" Liberdade: "Sim, para ver se lhe receitava algumas pílulas ou algo contra seu cansaço, intranquilidade, preocupação, nervosismo, desequilíbrio e ansiedade. Mas, segundo o médico, ainda não inventaram nada contra a normalidade."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Juno

É um filme que eu nem reparei quando entrou em cartaz.
Quando xuxu me chamou pra ver, preferi assistir "onde os fracos não têm vez" - porque tinha Javier Bardem no papel "principal", e ele é muito bom e tal e tal - que acabou sendo o filme mais sem lógica que eu já vi na minha vida! Nem "ponto de mutação" perde pra ele! E eu achava que "Juno" era mais um filme de adolescente grávida, no estilo "Galera do mal" que é bom, mas não é novidade. Só que... vi um programa de tv que falou do filme e entrevistou as atrizes e a roteirista, Diablo Cody (ex-stripper e operadora de telesexo). Aííí, eu agora quero muito assistir "Juno"! Porque é o primeiro roteiro que a Diablo Cody escreveu... então, deve ser novidade; e pelas cenas que vi, parece ser bem engraçado, sarcástico. A atriz que faz a Juno é boa (a menina má.com), o garoto de quem ela gosta, pai do bebê, é bom (o Evan de "superbad" - outro filme bom!), Jennifer Garner foi boa em "de repente 30"... e o resto eu não conheço.
O Trailer:


Meus dramas não são sempre dramas!

As pessoas acham que eu gosto de ficar doente.
Eu não gosto de ficar doente. Eu gosto justamente de prevenir, ou tratar logo as doenças. Eu vou a médicos!!!
Eu vou tirar o siso amanhã, e sim, quero ler o panfleto sobre os cuidados que devo ter... quero saber em que altura o meu travesseiro tem que ficar... e acho que quem vai "cuidar" de mim tem que saber isso também! Eu não tô adorando que vou ter cirurgia amanhã... Eu só quero saber tudo que deve ser feito pra não virar o homem-elefante!
Comida não me preocupa... já percebi que não será problema... "flan, danete e sopa de letrinhas". Pode ser que por isso eu pareça a Dona Redonda no final.
E tenho que marcar as horas da medicação... porque são 3 remédios, um antibiótico, um antiinflamatório e um analgésico, que devem ser tomados cada um num horário diferente! Vai ser um saco controlar isso!
Posso estar exagerando... mas pode ser que não uai! Nunca tirei o siso!