segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Quando vi, ja foi...

Tô percebendo que falo coisas pra mim. Em conversas mesmo, com outras pessoas... às vezes falo coisas pra mim. Coisas em que eu deveria acreditar e coisas que eu deveria praticar, em sua maioria.
Acho que sou uma pessoa muito da teoria... não sou muito boa na prática. Sou boa numa prática que não me atinge. Se a vida fosse um 'the sims' grandão, com certeza minha vida fluiria mais fácil... Teria uma casa ótima, muito daquele dinheirinho lá, mudaria de profissão toda hora, seria ótima cozinheira e saberia consertar tudo...
Engraçado e esquisito mesmo é quando dou uma opinião que nem me pertence de verdade. Quando sou mais alguma coisa (liberal, politizada, poderosa, brava, esportista, interessada...) do que realmente sou.
Só percebo que fiz depois de feito, obviamente. Aí vem aquela segunda voz na cabeça, de atormentar, dizendo: "Que ridííííículo!!! Pra que isso?? Sua opinião de verdade não é pior que essa... Tá aumentando porque? Tá querendo impressionar inventando?" e etc, e etc.
Aí, é tarde... já foi dito, e eu não desminto. Normalmente fico calada por uns 10 minutos, até que outra conversa engrene e esqueçam do que eu falei.
Gosto mais das coisas que falo pra mim... e tenho vergonha das coisas que meu Eu-lírico inventa pros outros.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Diliça!

Pense num lanche gostoso e rápido de fazer: Croque Monsieur. Eu não fiz exatamente como na receita... coloquei o que tinha em casa, e usei leite mesmo no molho, no lugar do creme de leite. Mas ficou boooommm. Recebi até um olhar de dúvida... "como assim foi você quem fez?" disse o olhar.

Como que pode?! Comida feita de resto sempre fica boa!



quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Já que não sai nada...

Interessa

Se você quiser saber (Interessa)
porque é que eu gosto dele (Interessa)
É que ele é meu bemzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha meu desejo
Traz docinhos pro jantar
Quem aqui não desejava
Ter um maridinho assim
A sorte não é pra todas
talvez seja só pra mim
(Interessa)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007


Mika - Grace Kelly

Resmungo matinal

Eu tenho a vida que eu quero tão bem montadinha na minha cabeça... nada de muito ganancioso. Como alguém já disse, uma vida modesta.
É meu objetivo. Acho que é parecido com o que as pessoas chamam de buscar a felicidade.
Apesar de que eu entendo, que se você ainda tem que buscar a felicidade, tá longe saber o que quer! Felicidade... tudo que você precisa pra ser feliz tá em você. Já nasceu com você. (Brega, bem brega... biscoito da sorte fala coisa melhor... mas é real!) A gente fica perturbado quando não sabe lidar com o que tem de natural. Com o que se tem de conquistado, de material, é fácil lidar... é só jogar fora, vender, trocar, investir, melhorar. Com o que se tem de natural, de internalizado, é mais complicado. Não se vende, não se troca... tentar esconder dá mais problema ainda! Modifica-se sim, mas com trabalho... e um trabalho contínuo.
Felicidade, pra mim, é ser suficiente. É saber que com o outro vai ser melhor, mas que sozinho não vai ser ruim. Que um carrão é excelente, mas que andando também se chega. Enfim, felicidade é um estado e não um objetivo.
O que eu quero é conforto e tranqüilidade. Estrutura, rotina.
Às vezes parece que essa vida que eu quero tá tão longe! Outras vezes parece que ela tá começando... ou já começou.

Ah, e (o meu) suficiente não é o (meu) bastante, mas é o começo. E (o meu) modesto não é o mínimo, mas o que ME basta!



(O que tenho tirado de melhor das provas é voltar a ler Mafalda!)