segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Quando vi, ja foi...

Tô percebendo que falo coisas pra mim. Em conversas mesmo, com outras pessoas... às vezes falo coisas pra mim. Coisas em que eu deveria acreditar e coisas que eu deveria praticar, em sua maioria.
Acho que sou uma pessoa muito da teoria... não sou muito boa na prática. Sou boa numa prática que não me atinge. Se a vida fosse um 'the sims' grandão, com certeza minha vida fluiria mais fácil... Teria uma casa ótima, muito daquele dinheirinho lá, mudaria de profissão toda hora, seria ótima cozinheira e saberia consertar tudo...
Engraçado e esquisito mesmo é quando dou uma opinião que nem me pertence de verdade. Quando sou mais alguma coisa (liberal, politizada, poderosa, brava, esportista, interessada...) do que realmente sou.
Só percebo que fiz depois de feito, obviamente. Aí vem aquela segunda voz na cabeça, de atormentar, dizendo: "Que ridííííículo!!! Pra que isso?? Sua opinião de verdade não é pior que essa... Tá aumentando porque? Tá querendo impressionar inventando?" e etc, e etc.
Aí, é tarde... já foi dito, e eu não desminto. Normalmente fico calada por uns 10 minutos, até que outra conversa engrene e esqueçam do que eu falei.
Gosto mais das coisas que falo pra mim... e tenho vergonha das coisas que meu Eu-lírico inventa pros outros.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Diliça!

Pense num lanche gostoso e rápido de fazer: Croque Monsieur. Eu não fiz exatamente como na receita... coloquei o que tinha em casa, e usei leite mesmo no molho, no lugar do creme de leite. Mas ficou boooommm. Recebi até um olhar de dúvida... "como assim foi você quem fez?" disse o olhar.

Como que pode?! Comida feita de resto sempre fica boa!



quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Já que não sai nada...

Interessa

Se você quiser saber (Interessa)
porque é que eu gosto dele (Interessa)
É que ele é meu bemzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha meu desejo
Traz docinhos pro jantar
Quem aqui não desejava
Ter um maridinho assim
A sorte não é pra todas
talvez seja só pra mim
(Interessa)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007


Mika - Grace Kelly

Resmungo matinal

Eu tenho a vida que eu quero tão bem montadinha na minha cabeça... nada de muito ganancioso. Como alguém já disse, uma vida modesta.
É meu objetivo. Acho que é parecido com o que as pessoas chamam de buscar a felicidade.
Apesar de que eu entendo, que se você ainda tem que buscar a felicidade, tá longe saber o que quer! Felicidade... tudo que você precisa pra ser feliz tá em você. Já nasceu com você. (Brega, bem brega... biscoito da sorte fala coisa melhor... mas é real!) A gente fica perturbado quando não sabe lidar com o que tem de natural. Com o que se tem de conquistado, de material, é fácil lidar... é só jogar fora, vender, trocar, investir, melhorar. Com o que se tem de natural, de internalizado, é mais complicado. Não se vende, não se troca... tentar esconder dá mais problema ainda! Modifica-se sim, mas com trabalho... e um trabalho contínuo.
Felicidade, pra mim, é ser suficiente. É saber que com o outro vai ser melhor, mas que sozinho não vai ser ruim. Que um carrão é excelente, mas que andando também se chega. Enfim, felicidade é um estado e não um objetivo.
O que eu quero é conforto e tranqüilidade. Estrutura, rotina.
Às vezes parece que essa vida que eu quero tá tão longe! Outras vezes parece que ela tá começando... ou já começou.

Ah, e (o meu) suficiente não é o (meu) bastante, mas é o começo. E (o meu) modesto não é o mínimo, mas o que ME basta!



(O que tenho tirado de melhor das provas é voltar a ler Mafalda!)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Nissin vida

As pessoas andam preguiçosas.
Ninguém quer ter trabalho ou se preocupar com nada.
Controle remoto, suco de caixinha, lipoaspiração, carro, comida congelada, elevador, lapiseira, delivery, babá, álcool, loteria, divórcio, furto, remédios... = prático, rápido, satisfatório.
Esperto é quem consegue tudo pelo jeito mais fácil.
Todo mundo quer ter uma vida miojo, pronta em 3 minutos. Ficar magro rápido, ter um relacionamento pronto, ganhar dinheiro fácil, encontrar os filhos criados, e bem criados, ser saudável depois da aspirina... enfim.
Num mundo desse, como que se pode querer que as pessoas cuidem do meio ambiente?! O fim da água, o derretimento das calotas, nada disso é pra daqui 3 minutos. Mais demorado ainda é o resultado do esforço de desligar a torneira, ou selecionar o lixo.
Como que se pode criticar as pessoas apressadas no trânsito, as que passam pelo acostamento, ou as que furam fila?! Que culpa têm os pais de "meninos" sem limites que fazem barbaridades com os outros, se eles nunca tiveram tempo pra cuidar de seus filhos de verdade?! (Afinal de contas, 18 anos é muito tempo!)
Nesse mundo, o sistema penitenciário é perfeito... ressocialização e outras besteiras como essa, têm resultado muito a longo prazo e exigem muita responsabilidade.
Da corrupção, nada pode ser falado.

Nada é instantâneo... tudo é sua responsabilidade. Desde o primeiro “bom dia” ao último “boa noite” de um dia... tudo que se faz ou se deixa de fazer tem que ser escolhido com consciência. Consciência ainda maior de que o resultado da escolha vai cair diretamente sobre sua cabeça.

"A lentidão da nossa vida é tão grande que não nos consideramos velhos aos quarenta anos. A velocidade dos veículos retirou a velocidade às nossas almas. Vivemos muito devagar e é por isso que nos aborrecemos tão facilmente. A vida tornou-se para nós uma zona rural. Não trabalhamos o suficiente e fingimos trabalhar demasiado. Movemo-nos muito rapidamente de um ponto onde nada se faz para outro onde não há nada que fazer, e chamamos a isto a pressa febril da vida moderna. Não é a febre da pressa, mas sim a pressa da febre. A vida moderna é um lazer agitado, uma fuga ao movimento ordenado por meio da agitação."
Fernando Pessoa

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Paaara tudo e explica!

Como assim prenderam uma pessoa e não olharam o documento dela?

Como assim prenderam uma pessoa por furto, FURTO, não olharam a certidão de nascimento dela e não perceberam que a criatura era uma menina de 15 anos?

Como assim levaram a menina, a MENOR, para um presídio e a colocaram numa cela com 20 HOMENS? Nem que ela fosse maior, nem que ela tivesse 100 anos isso seria aceitável.

Se até um presidiário, um dos 20 homens, disse que eles perceberam que ela era menor e que avisaram para os policiais que não era certo colocá-la lá, como assim ainda deixaram? Como assim???

A garota passou 1 mês sofrendo abuso! 1 mês! São 30 dias, sabe-se lá quantas vezes ao dia, com 20 homens! Para!!! E por 1 mês ignoraram a idade dela estampada na certidão?

"A garota foi detida por furto numa cidade no interior do Pará. O superintendente da Polícia Civil em Abaetetuba, Fernando Cunha, está com uma cópia da certidão de nascimento da adolescente. O documento prova que ela tem 15 anos. Mesmo assim, ele alega que não sabia que a jovem era menor de idade. “Se ela dissesse que era menor, seria dado um outro procedimento”, afirmou."

Qual o xingamento que essa pessoa não merece?!

Aí me fala, o que é mais vergonhoso, essa situação ridícula ou a morte do italiano no Rio?!

"Foram afastados o Superintendente da Polícia Civil na região, Fernando Cunha, o delegado Celso Viana e a delegada que fez o flagrante e mandou a menor para cela, Flavia Verônica."

Tinha que colocar essa senhora doutora vaca aí numa cela com 20 presidiários, nem que fosse por 1 semana.

Será que tem quem pense que a "bandidinha" merecia é isso mesmo pra aprender?!?!


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Serve pros dois!

Meus links não estão aqui no blog por acaso... são sites que visito regularmente.

O último que coloquei, górinha mesmo, foi o da Revista Andros - uma revista sobre homens, feita por homens, para mulheres, como o próprio autor discreve.

Tava lendo um texto lá que pergunta "Por que mulheres viram esposas?", com frases do tipo "Qualquer relacionamento tem que ter tesão, admiração, afeto e, principalmente, participação. E como é possível ter estas coisas em sua vida, se quando ele chega em casa os únicos assuntos que tem para ele são os defeitos da máquina de lavar, as notas das crianças na escola e milhões de lamúrias? " e "E como vai haver tesão, se acabaram virando dois trastes: ele barrigudo e careca, e você depressiva, chata e tão preocupada em cumprir seu papel de esposa, que esqueceu que o bom da vida é namorar, dar beijo na boca! ".

Concordei muito com tudo que li... já ouvi essas reclamações dos maridos no consultório. Mas olha só, homem também vira marido!

O homem que antes se desdobrava para dar atenção pra mulher, que ligava só porque sentiu saudade, que tinha orgulho de apresentar a namorada pros amigos, que sabia convencer a mulher com um beijo, que não conseguia parar de abraçar, que achava uma graça a mulher ter ciúme dele, que seduzia, que adorava sair com a mulher, que se abria sobre tudo, também vira o marido que chega em casa e reclama do que não foi feito, que deixa a mulher falando sozinha porque tá ouvindo o jornal de esporte, que vai pra fente do computador e esquece o mundo, que não convida a mulher nem pra tomar um sorvete na padaria, que tem orgulho de provar pros amigos que não recebe ordens da mulher, nem lhe dá explicações, que acha que não precisa mais seduzir, que a mulher simplesmente deve estar pronta pro "fuck-fuck" (como o autor lá fala), porque ela é sua ESPOSA.

Então, em verdade eu vos digo, a mudança é via de mão-dupla!

A princesa vira bruxa e o prícipe vira sapo... um conto do capeta!

Mas essa condenação não é necessariamente perpétua. Tem é que prestar atenção no caminho que se está tomando, em quem o homem e a mulher estão se transformando, e voltar a investir no que era bom... JUNTOS, com muita conversa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Lá estava eu, no meu longo caminho de 5 minutos até a academia...

Percebi que não respiro bem... até pensei comigo mesma do alto de minha auto-crítica sabotadora e persistente: "credo, se eu não sei respirar, o que que eu sei nessa vida?!". Vi que jogo minha língua pra cima e pra trás e simplesmente paro de respirar por um bom tempo, até que lembro e respiro de novo. E comecei a inspirar e expirar contando o tempo de cada processo... porque vi em algum lugar (e "algum lugar" é a fonte de todo meu conhecimento) que é assim que você sabe se respira direito ou não - o tempo dos dois tem que ser o mesmo. A maioria das pessoas não respira direito. Lembrei também de terem falado que respirar direito amplia sua mente, te coloca em contato com o momento, e te faz perceber melhor o mundo a sua volta; então, comecei a olhar as árvores, as pessoas, as frutas no chão, o gato correndo, as crianças se matando de gritar embaixo do prédio, um casal sentando na varanda de uma casa, o gato (que antes tava correndo) com um rato GIGANTE na boca... e prendi minha respiração de novo!

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Se não fosse quase que lá, já sendo ou estando, casaria com Miguel Paiva!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O mal do séc... do ano!

É... é uma epidemia!!!
Definitivamente.
E definitivamente "vai se foder" não devia ser encarado como ofensa, mas como conselho de bem-estar e saúde... dos que precisam e dos que convivem com os que precisam.
Mulheres parecem ser mais acometidas pelo mal de "picas nulis". Os sintomas vão de irritação a exibicionismo. Variam de pessoa pra pessoa, e do tempo em que o mal se estabeleceu.
Todos estão sujeitos a esse mal, mas com informação e um pouco de sensibilidade, seus sintomas podem ser revertidos.
Gente! Sério! Tenham pena... tenham muita pena de quem convive com vocês... cuidem-se! Não é necessário deixar que o mal se alastre... existem alternativas!!! Sabe a mão?! Então, nela contamos pelo menos 5 alternativas! Fora outras fáceis de achar, mais dinâmicas, mas que têm algum custo.
Essa epidemia tem que diminuir, porque tá demais! Então, vamo lá! Vamo dá! Por favor!
E pras vítimas das vítimas do mal, repitam comigo: "Vai se foder, ô sua esticada!" ou qualquer que seja o nome da acometida!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Valeu aí!

Adoro ser mulher... não queria ser outra coisa.

Agradeço por ser mulher... e por gostar de homem.

Porque por mais que homem seja um bicho sentimentalmente retardado, nunca vai ser tão complicado quanto a mulher.

E meu agradecimento vem de eu ter obrigação de lidar só com minhas próprias complicações.

De ter que entender só minhas contradições... de controlar só minha gula... de ter só minhas celulites e estrias... de ter que satisfazer só minha carência mortal... de ter só minhas vontades "pra agora"... de só não ter mais aquela vontade agora... de ser só uma, que às vezes é demais até.

Os homens merecem crédito... os bons, que ficam e aguentam, lógico. Porque dá trabalho!

(Imagine que essa reflexão me veio de observar uma baleinha beluga... e de como ela [que na verdade é uma beluga macho] é simples e óbvia. Observando seu comportamento, conseguimos entender bastante da sua personalidade e de sua história. ^^ )*



*PIADA INTERNA

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Com certeza

Vou procurar o nome da autora desse texto e dar crédito no original que está no "pé" do blog...
Vou deixar ele aí sempre. E traduzi, pra quem tem o inglês um pouco mais enferrujado que o meu.
Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos além da conta. É a nossa luz, e não nossa escuridão que mais nos assusta. Nós nos perguntamos, quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser? Vodê é um filho de Deus. Bancando o pequeno você não ajuda o mundo. Não há nada de iluminado (generoso) em diminuir-se para que outras pessoas não se sintam inseguras a seu redor. Todos somos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória divina que está em nós. Não está só em alguns; está em todos. E na medida em que deixamos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos aos outros permissão para que façam o mesmo. Na medida em que nos liberamos de nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libera os outros.
Frase de inspiração: "Lá vai ela escrever suas crônicas de Nárnia!"

sábado, 3 de novembro de 2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

"Prazer, Solidão!"

Como é sua solidão?! Amiga? Nem tanto?
A minha é amiga... me mostra o que eu tenho feito, me lembra o que quero fazer... me critica cruelmente quando mereço, e me consola também quando é tempo. Todo dia ela me visita, ás vezes fica horas.
Ela adora vestir pijamas largos de algodão. Anda descabelada e não se depila. Sutiã, ela não conhece... nunca usou. Seu prato preferido é macarrão com salsicha e muuuito queijo ralado! De sobremesa... pode ser sorvete, brigadeiro de panela ou aquela linda mistura de cevada, água e lúpulo. A sobremesa depende da disponibilidade das coisas e do humor da minha amiga Solidão.
Quem não a conhece direito, e a julga sem saber como é, acha que ela é triste, vazia, que deve ser evitada. Não é minha primeira amiga com má reputação.
Eu já a acho bem "bipolar" (foi mal Sol!)... Tem vez que ela vem suave, agradável, boa companhia para todas as situações... já fomos ao cinema, caminhar no parque, andar no shopping, tomar sorvete, almoçar... em casa, já assistimos vários filmes e ouvimos várias músicas. Nesses momentos, nossas conversas são ótimas... sempre produtivas. Desses encontros, saio leve.
Quando ela está em seu outro "pólo"... é a pior companhia que existe no mundo! Maltrata, mostra todos os defeitos possíveis e imagináveis, mente, me instiga a pensar sobre aquilo que quero esquecer... fala coisas que não existem, só pra ver se eu acredito... e eu acabo acreditando, porque ela sabe ser convincente. O pior de tudo que ela faz nessas horas, é tirar o valor das coisas que eu quero e cantar pra eu dormir, ou me distrair com coisas idiotas. Nessas horas, ou eu invento uma desculpa qualquer e fujo dela, ou perco um tempo precioso e toda minha disposição.
Mas tadinha... a Solidão é humana...
Hoje mesmo tá aqui comigo e tá tranquila. Já jantamos o que compramos no mercado... já tivemos sobremesa - de dois tipos, porque hoje ela vai ficar um pouco mais que de costume. Tomamos um banho longo. Agora estamos escrevendo aqui, usando pijamas largos de algodão... e meio que vendo um jogo de futebol, e meio que vendo um filme. Álias, ela é a melhor parceira pra escrever... quando ela não tá aqui, fico travada, nervosa.
E é isso... a Solidão é boa, na maioria das vezes. É só pegá-la numa boa maré... como todo mundo!

"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar"
August Strindberg

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ué... é tão difícil entender?!

"Seja a fofoca do vizinho, do colega de trabalho ou da "estrela" da TV. Todo mundo adora saber um pouco mais sobre a vida alheia. Por que as pessoas se interessam tanto com o que se passa com os outros? O voyerismo faz parte de todos nós? O sucesso dos reality shows traduz essa realidade? O culto às celebridades na sociedade atual faz com que todo mundo queira ser famoso?" (Tema do 'Happy Hour' do dia 29/10, que eu não assisti).
Ué...
Pensando que todo mundo quer ser normal - apesar de o "normal" não existir - e ser admirado, e ter a vida perfeita... qual a dificuldade de entender essa curiosidade?!
Quando uma criança olha o piu-piu do coleguinha, não é pra sair contando pra todo mundo (inicialmente), mas pra ver se o piu-piu dele é igual... E se for menina, pra ver como é o tal piu-piu que ela não tem.

NÓS GOSTAMOS DE VER O PIU-PIU DO COLEGUINHA!

E quem não quiser mostrar o seu, e tem todo direito de não querer mostrar pra qualquer um, que cuide dele... e agüente todo mundo pensando que seu piu-piu é torto, pequeno, com verrugas, 3 cabeças, ou o que for. Normalmente quem esconde é gente que acha que tem o piu-piu mais interessante do mundo. Ou quem realmente tem um torto, pequeno, com verrugas, 3 cabeças e tudo mais que for.
Querer ser famoso é querer ganhar dinheiro com o próprio piu-piu exposto!
E tenho dito!

domingo, 28 de outubro de 2007

Piti


Não sei.
Não sei o que é isso que tenho sentido. Não é tristeza, não é angústia, não é raiva (E para os que simplificam tudo, não parece ser TPM! Pelo menos a minha nunca foi assim)... parece uma insatisfação, mas não é bem isso.
Já tá em mim há algum tempo, e eu quero que vá embora.
Tenho medo disso. De não conhecer, e nem conseguir explicar como se sente o que tenho sentido. E aí, sem saber explicar, não posso pedir ajuda... nem posso me queixar, nem cobrar alguma atitude que me faça sentir melhor... porque eu não sei o que pode me fazer sentir melhor.
Não é nada dramático também... minha vida tá normal. Não aconteceu nada pra me deixar assim. É "compricado".
Pensando mais agora, o sentimento mais parecido não é insatisfação, mas inadequação... e ainda assim não é bem isso.
Não sei.
Tomara que passe logo... ou que se mostre de vez, e eu consiga expressar o que é essa inquietação.
Por enquanto, vou chamar de PITI!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

E foi...

Fim do ano.
Novembro é semana que vem.
Março foi ontem!

"A gente demora tanto tempo pra se ver, e quando vê tá tudo na mesma!" - frase de uma amiga ontem. Dá um pouco de tristeza.

Todo fim de ano é tempo de planejamento das coisas maravilhosas e revolucionárias que serão realizadas no ano novo. E todo fim de ano é tempo de perceber que o tempo passa rápido, e que os planos ainda são planos, ou que as coisas tão maravilhosas foram substituidas por outras mais importantes, ou ainda, que a revolução não foi tão grande.

Mas a vida me parece ser assim. Não dá pra planejar tudo. Às vezes, nada.

A entrada do ano é cheia de planos e rituais de motivação, preparações para a grande guerra que está por vir. Mas na prática, as batalhas aparecem todos os dias, e são pequenas. Planos de fim de ano estão fadados a serem esquecidos, um pouco todo dia.

"Todo dia" é cansativo... uma coisa que é a mesma coisa "todo dia".
"Todo dia" é reconfortante... uma coisa que é a mesma coisa "todo dia".

A excitação do ano novo é a não aceitação de que 1º de janeiro é o primeiro dia, de uma cadeia de "todo dia", que vem acompanhada por um algarismo maior no fim do cabeçalho!

E sabe quando algum planejamento deveria ser feito, com seus rituais de motivação?! TODO DIA!

A ação tem que ser agora. O que não é agora não existe!
Então, respira fundo e vai...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O que faz uma pessoa ser bonita?!

Tenho percebido conceitos equivocados (pelo menos no meu mundo) do que é beleza.

É fácil ver grupos de mulheres realmente bonitas em Brasília. Todas com suas roupas da moda, short balonê, vestidinho trapézio, estampas de cores vibrantes, brincões, maquiagem com muito bluuuuush! Todas de cabelos lisos, longos (que nem tá mais tão na moda), com mechas, luzes e balaiagens perfeitamente retocadas. Todas iguais!!! Bonitas, realmente bonitas, mas iguais!

Outras acham que a beleza tá na carne que mostram... o peito tadinho, tá sempre apertado num sutiã (me recuso a escrever soutien!) de boooojo, passando frio, muitas vezes acompanhado de sua amiga: a barriga! A bunda e as coxas ficam sufocadas em calças apertadas, suportadas por pés esmagados em tamancões de acrílico (isso ainda existe!)!!! Pode até ficar (duvidosamente) sensual... mas é bonito?!

Posso dar vários exemplos, e ainda passar por recalcada... que não acho que seja o caso, apesar das teorias psicanalíticas. Mas a reflexão é a seguinte: onde está a beleza???

Não estou pensando como decorador, falando de beleza interior (horrível essa!). Estou falando de pessoas bonitas fisicamente, bonitas de rosto, de cabelo, enfim, lindas que passam do ponto, ou se padronizam, ou que só ligam pra "embalagem" e esquecem a educação, a gentileza, a simplicidade... coisas fundamentais pra beleza de verdade (no meu mundo).

No salão de BELEZA hoje ouvi uma mulher reclamar dos três filhos de seu marido de um jeito que, pra mim, não há escova progressiva no mundo que a deixe bonita! Boas só as duas filhas que são dela... uma menininha dela tava lá, bonitinha, chupando dedo, e até dela fiquei com abuso... Casou sabendo dos meninos, tá com eles há 5 anos, e conta, se achando, que comprou duas caixas de fogos de artifício pra soltar quando o mais novo dos três decidiu que ia morar com a mãe!!! Feeeeia! Horrenda!!!

Engraçado que não falei dos homens... Com os homens também é assim. Mas as mulheres nesse caso me chamam mais atenção porque aparentam se preocupar mais com a estética. Homem feio, por exemplo, é o maaaaaaaaaaaacho, o pegador sem limites, que só respeita a mãe, se ela.

O bonito pra mim tá sim no simples, nas atitudes, no jeito de falar, no trato com as pessoas...

Se ser montada é ser bonita, toda Drag Queen deveria ser miss!

domingo, 14 de outubro de 2007

A Maldade da Expectativa

Expectativa...
Para que existe?! Qual a finalidade da expectativa?!
Se ela nunca corresponde à realidade, por que sempre criamos expectativas?
É vontade de se enganar? É um jeito de se consolar pelo futuro?
São sempre altas, bem altas... e a queda é sempre grande, bem grande!
As que me machucam são as que eu mesma crio. As dos outros, sempre vi como engano de alguém que me imaginava perfeita demais. As minhas, não tenho desculpa, vejo como burrice! Mentir para si mesma é burrice!
Saber que existe uma probabilidade de algo acontecer, é verdadeiro... Apesar de probabilidade e expectativa serem palavras sinônimas, probabilidade me remete a análise de dados, de fatos que se repetem, daquilo que é natural acontecer... se isso, então aquilo (ou probabilidade daquilo). Expectativa já me remete à fantasia... se isso, então aquilo que é lindo, tudo que eu mereço e preciso, que vai mudar minha vida, etc. (com certeza).
A burrice maior é repetir a burrice dos outros...
Fantasia gigante é imaginar que universos paralelos possam um dia se unir, ou pelo menos se espiralar, se encontrar de vez em quando. Sem entrar na definição de universo paralelo (mas sabendo que apenas coexistem), prefiro pensar em linhas paralelas, já que o assunto é expectativa, pois quando olhamos linhas paralelas perpendiculares ao horizonte temos a impressão de que mais a frente elas se encontram. De que no futuro é possível!




“Ordinário desaire de tudo o que é muito celebrado antes é não chegar depois ao excesso do que foi concebido. Nunca o verdadeiro pôde alcançar o imaginado, porque fingir perfeições é fácil; difícil é consegui-las. Casa-se a imagi­nação com o desejo e concebe sempre muito mais do que as coisas são. Por maiores que sejam as excelências, não bastam para satisfazer o conceito, e, se o enganam com exorbitante expectação, é mais rápido o desengano que a admiração. A esperança é grande falsificadora da verdade: que a cordura a corrija, fazendo que a fruição seja superior ao desejo. Princípios de crédito servem para despertar a curiosidade, não para empenhar o objeto. Melhor resulta quando a realidade excede o conceito e é mais do que se acreditou. Essa regra faltará no que é mau, pois ajuda-o a própria exageração; desmente-a o aplauso, chegando a parecer tolerável o que se temeu ser ruim ao extremo”.
Baltasar Gracián y Morales, in 'A Arte da Prudência'


Tenho que criar uma forma de enganar minha natureza e lidar com a realidade... esperar o que pode ser esperado... deixar a fantasia para os sonhos, ou para o momento antes de dormir... lidar com probabilidades...
E se isso não der certo (pois me recuso a ser uma pessoa amarga) desisto de tudo, deixo a janela aberta, e espero que venham me levar para a Terra do Nunca!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Economia?!?!


"No meio das nossas máquinas perdemos de vista o fato de que a realidade básica da vida não está na política, nem na indústria, mas nas relações humanas (...)"
Will Durant, in 'Filosofia da Vida'

O que define um relacionamento? Penso que é a afetação. Um olhar pode ser uma relação, se esse olhar me afeta de alguma forma. Se ele me causa algum sentimento, se me modificou em algum sentido, me ligo a ele. E ainda, levando em conta a possibilidade dessa pessoa que lançou o olhar não ser afetada de modo algum pelo que fitou (não se ligando, não se relacionando), penso que a afetação está no significado investido no gesto.
Tá ficando complicado...
Vou ficar com as relações pessoais.
É... Ainda é complicado, porque as pessoas são indefinidas. Eu posso estar com uma pessoa desde seu nascimento, acompanhar seu desenvolvimento de perto, conversar, questionar a fundo o que ela pensa, mas nunca vou conhecê-la de verdade. Isso porque, além de mudarmos a cada momento, todos os atos e palavras são vazios de conteúdo no ambiente...
A comunicação se dá por mensagem vinda de um emissor para um receptor, certo?! Quando ela "sai" do emissor, já não pertence mais a ele, e enquanto não chega ao receptor, também não lhe é próprio. Está no ambiente, por assim dizer. O conteúdo de significado da mensagem está nas pessoas e não no ambiente.
Voltando: O que aquela pessoa que acompanho desde o nascimento faz ou fala tem significados diferentes para ela e para mim. Ainda que sejam muito próximos esses significados, nunca serão exatamente iguais. Os significados que eu coloco nas coisas são frutos do meu passado, de tudo que eu vivi e aprendi (e esse aprender é empírico e não teórico, até porque a teoria ensinada também é absorvida de forma diferente por todas as pessoas). E só EU vivi aquilo, porque só eu sou EU. Parece óbvio, mas nunca lembramos desse pequeno detalhe! Estamos sempre julgando tudo, e isso é natural. Mas ao julgar pessoas, temos que perceber que nosso julgamento é nosso, e não corresponde a verdade delas.
Para tentarmos definir os outros, para entendermos quem elas são, nos usamos como ponto de comparação. Ainda que não percebamos isso. Se é alto porque existe alguém mais baixo; Se é magro porque existe alguém mais gordo; E o outro é alto porque se é mais baixo... Enfim.
Então tá, comparamos os outros a nós mesmos para definirmos quem elas são. Mas o que define quem somos nós?! A construção da identidade também não vem da comparação que fazemos de nós mesmos com os outros?! Será que somos uma comparação do nada com coisa nenhuma?!
Acho que não. Acho que "identidade" é outra palavra qualquer que recebeu por convenção um significado pré-determinado de ser aquilo que nos define. Não é quem somos. Mas é difícil saber quem somos quando estamos permeados num mundo de comparações e relações.
O distanciamento é importante para sabermos quem somos, o que pensamos, o que nos é importante... É o "deserto" que nos esclarece. Sempre ouvimos aquela coisa mesquinha de que "só se dá valor ao que se perde". Eu entendo que só com alguma distância entendemos a importância que determinada coisa, pessoa ou experiência teve ou tem. E por distanciamento, entendo se "retirar" da situação, tentar entender a coisa por si só.
E depois de tanta falação, entendo que não adianta saber quem somos... e por conseqüência, quem os outros são. Adianta sim se relacionar (e é inevitável), e sempre tomar uma distância daquilo que nos cerca para peneirar o que é precioso e o que é cascalho!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Simples assim!


"Cansado às vezes do artificialismo que domina hoje em todos os gêneros, enfadado com os chistes, os lances espirituosos, com as troças e com todo esse espírito que se quer colocar nas menores coisas, digo comigo mesmo: se eu pudesse encontrar um homem que não fosse espirituoso, com quem não fosse preciso sê-lo, um homem ingênuo e modesto, que falasse somente para se fazer entender e para exprimir os sentimentos do seu coração, um homem que só tivesse a razão e um pouco de naturalidade: com que ardor eu correria para descansar na sua conversa ao invés do jargão e dos epigramas do resto dos homens! Como é que acontece perder-se o gosto pela simplicidade a ponto de não mais se perceber que ele foi perdido? Não há virtudes nem prazeres que dela não retirem encantos e as suas graças mais tocantes. Existe alguma coisa de grande ou de amável quando dela a gente se afasta? Do momento que ela não é reconhecida, não é falsa a grandeza, o espírito desprezível, a razão enganadora e todos os defeitos mais hediondos?"
Luc de Clapiers Vauvenargues

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Janelinha!



Em tempos de novas janelinhas, lembrei das minhas.

Minha infância não foi parecida com as propagandas do OMO de agora... fui criança de apartamento. Andava de patins e skate no corredor, jogava bolinha de gude no carpete, e futebol com meu irmão no quarto (eu era uma boa goleira... minha técnica de defesa com o rosto era impressionante!). Nem por isso fui pouco criança! A imaginação ia loooonge!
Tínhamos uma chácara pequena. Todo fim de semana era entrar na Veraneio (Camburão) e ir chacoalhando até o Valparaíso. A diversão lá era fazer casinha de tijolo de barro, subir nas mangueiras de 2m que eram gigaaaantes pra mim, correr atrás das vacas do vizinho, prender formigas em bolinhas de sabão e comer fruta do pé!
O quarto de empregadas lá de casa era o quarto dos brinquedos... lá era outro mundo! Eram vários mundos! Pena que nem sempre eu inventava que mundo era... às vezes era um mundo qualquer do meu irmão, em que ele era o bandido e o herói. Sobrava o que pra mim??? Ser a vítima! Normalmente amarrada pelos pulsos e pelos pés com fita crepe numa cadeira. O "bandido" era eficiente, me amarrava de um jeito impossível de sair. Mas o "herói"... esse era surdo!!! Por mais que eu gritasse por socorro... nada! Meu herói era meu pai, mas o bandido ficava solto... mesmo merecendo pena de morte!
Era lá também que eu fazia comidinhas! Lembro de uma visita dos meus parentes do Rio; veio minha prima, que já era moça pra mim... devia ter uns 13 anos. E eu fazia várias comidas pra ela! E devia estar muito bom, porque mesmo nem eu sabendo o que tinha naquele prato, sempre que eu perguntava se estava bom, ela falava: "uma delícia!!!", e eu trazia mais! E ela comia sempre!
Na praia, minha avó prendia uma espiga de milho num cordãozinho de canudos amarrados, e falava que aquilo era um cachorro. Pronto! Eram três barrigudos arrastando espigas de milho pela areia, minha prima, meu irmão e eu. Eu não sei como eles se viam, mas eu... eu era a própria menininha do Coppertone!

As pessoas deviam rir muito, mas eu nunca percebi. Eu queria é puxar meu cachorro! Ele nadava e tudo! A alegria da minha mãe era quando a gente não queria deixar os coitadinhos abandonados na praia... eles tinham que ir pra casa com a gente!
Lembro também de uma conversa que tive com minha mãe, enquanto colocava 2 bubaloos na boca... eu queria aprender a escrever logo pra poder escrever um livro de memórias. Ela ficou rindo, falando que eu era muito nova pra ter um livro de memórias. Mas como eu podia esperar 50 anos pra isso, se eu nem lembrava direito do que tinha acontecido antes?! Claro que eu ia esquecer tudo! Eu não teria memórias!!! Depois ela me mandou cuspir os bubaloos, porque eu não conseguia mastigar 2 de uma vez, e a vida andou.

Ir pra casa da minha avó, isso era festa! Ela fazia massa de pão pro nosso lanche, mas a massa acabava virando massinha de modelar! Sabe aquela boneca que só tinha a cabeça, pra maquiar, fazer penteados?! A minha era meu avô! A gente podia fazer tudo, tudo, tudo! Era bom também fazer minha prima chorar na hora de dormir... coisa feia! A gente cantava "a cobra, a cobra, a cobra vai fumar" sussurrando e ela começava a chorar! Era fácil demais pra gente resistir!

Era bom demais!!! E é muito bom ver novas janelinhas aparecendo e poder participar de novo desse mundo, mesmo que de vez em quando. Um mundo em que no jardim moram todos os animais da África, um mundo de bicicletas (com rodinhas ainda) que voam de rampas, em que um pedaço de papelão vira todo tipo de veículo, de comidinhas, de sereias na piscina, de carros pintados de fogo em que eu sou carona, de "balairinas" e dançarinos de break!


"Oh! A idade venturosa da infância! Onde há outra mais feliz e mais tranquila, mais sorridente - isto é, mais egoísta?... Em volta de nós podem suceder as piores catástrofes. Se elas nos não arrancam nem os brinquedos nem os bolos, não nos atingem de forma alguma... não as compreendemos sequer... Quando muito, correm-nos lágrimas vendo chorar as nossas mães. No entanto, é só ainda vagamente que percebemos a dor humana. Por isso as nossas lágrimas secam depressa diante dos brinquedos. E se o quadro em que nos agitamos é risonho, a infância tansforma-se-nos então num jardim maravilhoso. Para as crianças felizes, só para elas, existe realmente um céu - o ceú dos seus primeiros anos."
Mário de Sá-Carneiro

E ainda: "Cachorro mordido de cobra, tem medo de lingüiça!"

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Fé nas pessoas... fé na amizade!

"Os amigos dizem-se sinceros; os inimigos o são."
"Os amigos são raros na necessidade? Não, pelo contrário! Mal fazemos amizade com alguém, e logo ele estará em dificuldade, pedindo dinheiro emprestado."
Olha eu achando Schopenhauer uma pessoa amarga!!!!

Hoje tive uma bela conversa de bar sobre amizade... ela não durou 10 minutos, mas foi bem profunda; DE VERDADE!
Sempre achei que amigos são aqueles que estão com a gente em todas as horas... e são. A gente só tem que saber que tipo de amizade tem com as pessoas. Eu tenho alguns amigos "descartáveis" ou temporários, que são amigos de ocasião... do tipo: entrei pro cursinho, fiz alguns amigos que conversam comigo sobre tudo, são ótimos, super divertidos... mas eu sei que daqui um ano nem todos vão falar comigo, ou mesmo me reconhecer na rua (e é muito comum pessoas que conheço, por nome completo, ou sei vááárias histórias da vida, não me reconhecerem na rua).
Também tenho amigos que não vejo há tempos, e alguns deles nem sabem da minha existência, enquanto outros sempre se lembram. E esses que se lembram não me ligam ou aparecem pelo mesmo motivo que eu não ligo pra eles ou apareço, mesmo sabendo que eles me querem bem como eu os quero... e o motivo é a distancia, não física, mas uma distância cotidiana. Cada um tem que lidar com a vida que leva agora.
Também tenho amigos que conheci a pouco tempo, e que por isso mal conheço, que sei que têm um grande papel na minha vida! São pessoas, de conversas de menos de 10 minutos, que fazem toda a diferença (As de hj, por exemplo, são pessoas que gostam muito de alguém que eu AMO... o que me faz gostar muito delas também...)!
Essas são pessoas sinceras, porque não te devem nada! Elas nem te conhecem direito, então falam mesmo o que querem.... e aí, como não dar valor ao que elas falam??? E como não dizer que se continuar nesse ritmo não se tornarão amigos bons?! E mesmo que não se tornem, não se pode dizer que essa amizade, por fim "descartável", não teve seu valor.


Costumo me enganar com as pessoas, principalmente por acreditar que ninguém mente de graça... que as pessoas são essencialmente boas... e por esquecer que todos interpretam a personagem que gostariam de ser. Mas eu não consigo desconfiar de ninguém num primeiro encontro. E agora pensando, tenho que dar algum crédito para as pessoas que não gosto logo de cara, porque isso significa que ela foi sincera no seu jeito antipático de ser!!! E em "antipático" englobo todas as atitudes que desaprovo.


O mundo tá doido... e talvez... talvez não! Eu tenho que rever meu conceito de desconfiança! Porque uma pessoa que entrega 20 Reais na mão de um velhinho que fala que a esposa tá passando mal na calçada do comércio, sem nem procurar a tal velhinha moribunda, e ainda fica 10 minutos esperando o troco do remédio que o maldoso idoso "iria comprar", COM CERTEZA não está acompanhando bem a evolução social!


Ainda assim, não perco a fé... em meio a 1000 enganos, encontro sempre uma boa dúzia de pessoas amigas, cada uma dentro de seu tipo funcional de amizade! E é só o tempo, e suas provas, que as promovem nessa função.

O que resta é cumprir minha parte e ser sincera primeiro!

sábado, 29 de setembro de 2007

Grande demaaaais!

Fiquei impressionada com essa criatura russa!

Ela é desse tamanho, ao que tudo indica, por causa da dieta puerperal da mãe: "'Nós não temos dinheiro para comidas especiais, então eu só comia batatas, tomates e macarrão', disse a mãe a um repórter de um jornal local, acrescentando que todos os seus bebês anteriores nasceram com mais de 5 quilos."
Rapaaaazzz!
Mas gostei mesmo dessa foto por causa do neném do lado.... Olha a cara dele de: "Meeeeeeeeeeeuuuuu Deeeeeuuuuusssss do céu!!!!


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Mas antão...vou cuidar de aproveitar os frutos de ser uma boa menina! Vou cortar meus bêlos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Droga de preguiça!

"Há uma lei natural conhecida como lei da inércia. Quando alguma coisa se encontra em determinadas condições de existência tende a conservar-se nesse estado, quer esteja em repouso quer esteja em movimento. Essa lei aplica-se igualmente para seres humanos. (...)"**

“O hábito nasce de um pecado - a inércia - e ajuda a propagação e perpetuidade de todos os pecados. Por inércia, prefere-se repetir os atos dos outros, em vez de procurar, com o esforço do pensamento, os melhores. Por inércia, costuma-se repetir os maus atos, porque são infinitamente mais comuns e visíveis, e não nos queremos cansar a procurar os heróicos, muito mais raros e penosos. Por inércia, imitamos os outros maus atos, porque estão mais conformes com a enfermidade da natureza vulnerada: poupamos o trabalho de modificá-la e vencer. Por inércia, persistimos nos atos limitados, os quais se tornam tanto menos cansativos quanto mais se repetem.”
Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'

**"(...)O homem é uma porção de matéria no estado de repouso e nem sempre se quer mexer. Mas quando aquecemos e começamos realmente a andar verficamos que a inércia é como o sistema propulsor de um foguetão dentro de nós... é mil vezes mais fácil continuar a avançar que iniciar o movimento. Motivação e força motriz estabelecem as diferenças entre as pessoas. Se um homem imagina um plano de ação, reconhece um dever, abraça uma causa, veremos cada órgão do seu corpo e cada faculdade do seu espírito começar a trabalhar mais eficaz e suavemente que nunca."
Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'



Se a inércia for mesmo um sistema propulsor de um foguetão dentro de nós, só tenho uma coisa a dizer: HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dona de casa sem vergonha!

Há 10 meses cumpro essa função, que tem sido tratada com tanta discriminação... Como se as atividades "do lar" diminuissem quem as realiza... Tratadas como um lado B do dia-a-dia! (A própria defensora dos serviços caseiros!)

Não tenho vergonha mesmo de dizer (que percebi) que gosto de cuidar da minha casa! Odiava ter que arrumar meu quarto... Odiava ter que limpar banheiro... Evitava olhar pra louça na pia. Mas isso num tempo em que ou me mandavam fazer essas coisas incansavelmente, ou quando eu sabia que com o tempo elas seriam feitas "magicamente". Agora não. Agora ou eu faço, ou eu faço mais tarde! Sem neura... até porque eu ainda tenho preguiça o suficiente para não ser maníaca por alguma coisa.

O bom não é limpar... é ver o resultado. Até comprei (mentira... ganhei!) um livro que chama "Chega de Bagunça" que ensina alguns produtos e formas de limpar que facilitam bastante. Em 2 horas, às vezes mais, tá tudo limpo. Eu moro numa kit... o tempo é proporcional.

Eu cozinho (pouca coisa ainda... tô aprendendo!), limpo (1 vez por semana) e... faço mais algumas coisas! - atendo no consultório, estudo pra concurso público, vou à academia, "visito" os treinos de judô...

É uma vida bem nova ainda pra mim, e acho que tô me ajustando bem! Não posso transformar essas coisas da minha nova rotina em sofrimento... E nem posso reclamar, tendo alguém que me traz lanche gostoso, me paparica, que entra deixando pegadas no meu chão limpinho, depois volta pra porta pra tirar o sapato lá... é lindo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Socorro! Eu quero água!


Tá seco! Tá quente! Meu vasilhame de 20L tá fechado no chão e eu não vou tentar colocá-lo no lugar, pq quero ter 20L pra beber e não 15. Não dá vontade de fazer nada! Não dá vontade nem de pensar! A casa não para limpa, pq a poeira tá solta... a boca tá seca o tempo todo... a pele tá seca, não adianta se besuntar em hidratante! Quero chuva! Já nem fujo mais dos sprinklers do jardim do condomínio, que regam mais a calçada que a grama!


Calor castiga a cidade com temperatura de 32,4°C
Elisa Tecles
Do Correio Braziliense
O calor não deu trégua ao brasiliense na tarde de ontem. A temperatura máxima registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na terça-feira foi de 32,4ºC, pouco menor que os 34,2ºC de segunda-feira. Apesar da queda, a sensação térmica ficou praticamente igual nos dois últimos dias, de acordo com o meteorologista do Inmet, Ricardo Reinke. “O vento está relativamente fraco e a umidade está baixa, isso contribui para o calor, por isso a sensação não mudou muito de um dia para o outro”, explicou. A previsão do Inmet para os próximos dias é de mais calor e baixa umidade. Hoje, a temperatura deve variar entre 17ºC, na madrugada, e 31ºC, por volta das 15h. O tempo ficará parcialmente nublado com névoa seca.

De acordo com as previsões do instituto, as altas temperaturas devem continuar, no mínimo, até o início do período chuvoso. Após quatro meses sem chuva, a cidade só deve voltar a ver água na segunda semana de outubro. “Já começou a chover perto de Anápolis (GO) e Unaí (MG), em áreas a menos de 100km de Brasília. Ainda podemos ter chuva essa semana ou na próxima, mas as chances são muito pequenas”, afirmou Reinke. Com esse fenômeno natural, a umidade relativa do ar tende a aumentar. Ontem, os níveis ficaram entre 27% e 72%.

O que está provocando a intensa estiagem, comum no inverno, é uma massa de ar quente e seca que cobre o Distrito Federal e bloqueia a entrada das massas úmidas. “Geralmente, vem umidade da Amazônia, que se encontra com as massas de ar que vêm do Sul e Sudeste e com parte da massa tropical atlântica, que vem do oceano”, detalhou a pesquisadora do Laboratório de Climatologia da Universidade de Brasília (UnB) Juliana Ramalho. Segundo ela, com a aproximação do verão, a tendência é que a massa quente comece a perder força e dê passagem à umidade.


É... fazer o que?! O jeito é esperar pra ver se daqui 3 semanas cai água nesse cerrado! Tá demais!!!