segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Fé nas pessoas... fé na amizade!

"Os amigos dizem-se sinceros; os inimigos o são."
"Os amigos são raros na necessidade? Não, pelo contrário! Mal fazemos amizade com alguém, e logo ele estará em dificuldade, pedindo dinheiro emprestado."
Olha eu achando Schopenhauer uma pessoa amarga!!!!

Hoje tive uma bela conversa de bar sobre amizade... ela não durou 10 minutos, mas foi bem profunda; DE VERDADE!
Sempre achei que amigos são aqueles que estão com a gente em todas as horas... e são. A gente só tem que saber que tipo de amizade tem com as pessoas. Eu tenho alguns amigos "descartáveis" ou temporários, que são amigos de ocasião... do tipo: entrei pro cursinho, fiz alguns amigos que conversam comigo sobre tudo, são ótimos, super divertidos... mas eu sei que daqui um ano nem todos vão falar comigo, ou mesmo me reconhecer na rua (e é muito comum pessoas que conheço, por nome completo, ou sei vááárias histórias da vida, não me reconhecerem na rua).
Também tenho amigos que não vejo há tempos, e alguns deles nem sabem da minha existência, enquanto outros sempre se lembram. E esses que se lembram não me ligam ou aparecem pelo mesmo motivo que eu não ligo pra eles ou apareço, mesmo sabendo que eles me querem bem como eu os quero... e o motivo é a distancia, não física, mas uma distância cotidiana. Cada um tem que lidar com a vida que leva agora.
Também tenho amigos que conheci a pouco tempo, e que por isso mal conheço, que sei que têm um grande papel na minha vida! São pessoas, de conversas de menos de 10 minutos, que fazem toda a diferença (As de hj, por exemplo, são pessoas que gostam muito de alguém que eu AMO... o que me faz gostar muito delas também...)!
Essas são pessoas sinceras, porque não te devem nada! Elas nem te conhecem direito, então falam mesmo o que querem.... e aí, como não dar valor ao que elas falam??? E como não dizer que se continuar nesse ritmo não se tornarão amigos bons?! E mesmo que não se tornem, não se pode dizer que essa amizade, por fim "descartável", não teve seu valor.


Costumo me enganar com as pessoas, principalmente por acreditar que ninguém mente de graça... que as pessoas são essencialmente boas... e por esquecer que todos interpretam a personagem que gostariam de ser. Mas eu não consigo desconfiar de ninguém num primeiro encontro. E agora pensando, tenho que dar algum crédito para as pessoas que não gosto logo de cara, porque isso significa que ela foi sincera no seu jeito antipático de ser!!! E em "antipático" englobo todas as atitudes que desaprovo.


O mundo tá doido... e talvez... talvez não! Eu tenho que rever meu conceito de desconfiança! Porque uma pessoa que entrega 20 Reais na mão de um velhinho que fala que a esposa tá passando mal na calçada do comércio, sem nem procurar a tal velhinha moribunda, e ainda fica 10 minutos esperando o troco do remédio que o maldoso idoso "iria comprar", COM CERTEZA não está acompanhando bem a evolução social!


Ainda assim, não perco a fé... em meio a 1000 enganos, encontro sempre uma boa dúzia de pessoas amigas, cada uma dentro de seu tipo funcional de amizade! E é só o tempo, e suas provas, que as promovem nessa função.

O que resta é cumprir minha parte e ser sincera primeiro!

Um comentário:

Anônimo disse...

fê...o dia que vc tiver uma nota de 50, me avisa pra eu te pedir 3 reais emprestados e não voltar nunca mais!? :D HEUHIEHIUEH!

bem, eu acho que schopenhauer foi meio mal amado...aquela história dele com a mãe, que ele nunca superou...enfim!

é importante gostar das pessoas, acreditar nelas...ai...mas é tão difícil! mas é o que fundamenta nossa existência, as pessoas, elas são o que importa! afinal...nenhum homem é uma ilha, né?

e ah, pode ter certeza que daqui a um ano, quando eu te encontrar na rua, vou virar a cara! MUA- HAHAHAH! to brincando, ô besta! :* muahc!