A gente sempre acha que carrega a cruz mais pesada... que nossos problemas são os mais catastróficos. Principalmente quando estamos fechados em nossos mundinhos particulares; viciados em reclamar do dia a dia, da mesmice miserável, sem perceber que todo dia é diferente em coisas miúdas.
Não estou diminuindo a batalha de cada um... sempre acho bom ser gentil com os outros, justamente porque cada um tem uma batalha pra enfrentar todo dia. A gente esquece disso... como se o mundo fosse pano de fundo de uma história só, a nossa; e as outras pessoas fossem figurantes, que estão ali pra nos servir, irritar, agradar, pra nos afetar naquele momento e depois desaparecer. Só que esses figurantes também estão dentro de seus próprios filmes.
Eu tenho que confessar que julgo pessoas por uma leve olhada. Nem sempre levo em consideração tudo isso que disse antes, e acabo achando que ou a pessoa tem a vida perfeita que eu não tenho, ou que a pessoa é uma exagerada, pessimista, dramática, e que "Deus me livre ser assim".
Pois bem... tudo isso é porque eu julguei uma moça chamada Cristiana Guerra (blogueira, escritora, colunista, publicitária), que não conheço, a não ser por suas produções na internet. Primeiro julguei por ela ser tudo isso que ela é (blogueira, escritora, colunista, publicitária), porque acho o máximo uma pessoas ser várias coisas e se sair bem. Segundo a julguei por causa do blog que eu conhecia: "hoje vou assim", por causa das roupas, do estilo, dos sapatos... por tudo que eu queria ter (inveja? Nem tanto, mas quase que bem isso).
Maaaasss, eis que um dia, olhando os blogs que estavam nos outros blogs que leio normalmente, achei o tal "para Francisco" e, caracas, a moça não tem a vida perfeita que eu pensava... ela ainda é mãe de um pequenininho que perdeu o pai duas semanas antes de nascer!!!
Admiro! Só isso... muito. Queria conhecer a moça... mas acho que ela não ia me aguentar, porque eu ia ficar perguntando "como você faz? Me ensina?".
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