É bom quando a gente percebe que já não é tão preguiçosa quanto antes.
Isso eu posso dizer de boca cheia! Não sou tão preguiçosa quanto antes.
A preguiça ainda é um dos meus defeitos mais graves, mas acho que estou conseguindo combatê-la. E tenho achado uma coisa horrível gente preguiçosa!
Uma coisa que eu morria de preguiça de fazer era ler. Achava lindo quem lia 20 livros por ano. Eu não lia 2 páginas! Morria de preguiça, enfim!
Eu tenho lido alguns livros... Não completo 5 por ano, ainda... mas de 2 páginas pra um livro completo de mais de 300, é um grande pulo, vamos combinar!
Agora estou lendo "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert ("A busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na Índia e na Indonésia. Seja também a heroína de sua própria jornada" - é a nota da página, abaixo do título, que eu achei bem brega e desnecessária! Mas o livro é bom!).
Ela conta no livro como foi à Itália pra descobrir o prazer, à Índia pra descobrir a devoção e a espiritualidade, à Indonésia pra descobrir como equilibrar prazer e espiritualidade.
Já estou na parte da Índia... e achei essa parte muito forte! Talvez pelas coisas que eu estou descobrindo sobre espiritualidade por aqui mesmo!
"O caminho da ioga consiste em desatar os nós inerentes à condição humana, algo que definirei aqui, de forma extremamente simplificada, como a desoladora incapacidade de sustentar o contentamento. Ao longo dos séculos, diferentes escolas de pensamento encontraram explicações diferentes para o estado de aparente falha inerente ao ser humano. Os taoístas chamam-no de desequilíbrio; o budismo, de ignorância; o islamismo põe a culpa de nosso pesar na rebelião contra Deus; e a tradição judaico-cristã atribui todo o nosso sofrimento ao pecado original. Os freudianos afirmam que a infelicidade é o resultado inevitável de um embate entre nossas pulsões naturais e as necessidades da civilização. Os iogues, no entanto, dizem que o descontentamento humano é simples caso de identidade equivocada. Nós somos infelizes porque achamos que somos meros indivíduos, sozinhos com nossos medos e falhas, com nosso ressentimento e nossa moralidade. Acreditamos equivocadamente que nossos pequenos e limitados egos constituem toda a nossa natureza. Não conseguimos reconhecer nossa natureza divina mais profunda. Não percebemos que, em algum lugar dentro de todos nós, existe um Eu supremo que está eternamente em paz. Esse Eu supremo é a nossa verdadeira identidade, universal e divina. Se você não percebe essa verdade, dizem os iogues, estará sempre desesperado, idéia expressa de forma inteligente na seguinte frase irritada do filósofo estóico grego Epíteto: 'Você leva Deus dentro de si, seu pobre desgraçado, e não sabe disso'."
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